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A Católica & Consulting Linked e a PsicoSoma / ICN Agency assinalam uma parceria de sucesso.

Através desta parceria visa-se consolidar a relação tecido empresarial e ensino superior, pela qual os alunos e associados terão benefícios exclusivos.

  • Desconto de 10% nas inscrições Formações Gerais
  • A realização de um evento conjunto sobre Comportamento do Consumidor / Tendências, em parceria CCL e ICN Agency.
  • Criação da Bolsa de Voluntários para futuros estudos e projetos

Católica & Consulting Linked (C&CL) junta estudantes de diferentes áreas de forma a interagirem e criarem abordagens inovadoras em consultoria.

Com a ajuda de especialistas, os estudantes têm a oportunidade de trabalhar em projetos de consultoria reais, e organizar eventos e workshops de forma a desenvolver as suas skills e alargar a sua rede de contactos.

Junta-te ao C&CL: ganha experiência, desenvolve as tuas competências e alarga a tua rede de contactos.

Contactos – e-mail: catolica.consulting.linked@gmail.com 

Afinal o que é o Certificado de Competências Pedagógicas (CCP)?

Afinal o que é o Certificado de Competências Pedagógicas (CCP)? 960 960 Julien Diogo

Certificado de Competências Pedagógicas (CCP)

O certificado de Competências Pedagógicas capacita qualquer profissional a exercer a atividade de formador. É atribuído pelo IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional e a sua emissão acata um conjunto de requisitos, quer para as empresas homologadas que instruem os cursos de formação inicial pedagógica de formadores, quer para os profissionais que ambicionam a profissão de formadores.

Como ter o CCP?

O CCP pode ser obtido através das seguintes vias de acesso:

• Conclusão, com aproveitamento, de um curso de formação pedagógica inicial de formadores com duração mínima de 90 horas, autorizado pelo IEFP:
• Desenvolvimento de um processo de RVCC-For (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências pedagógicas). (a disponibilizar brevemente);
• Posse de diploma ou certificado de habilitações de nível superior que confira competências pedagógicas reconhecidas pelo IEFP (artigo 3.º da Portaria n.º 214/2011, de 30 de maio) como equivalentes às desenvolvidas no âmbito da formação pedagógica inicial de formadores (Reconhecimento de títulos).

O que vou aprender?

O curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores, que dá acesso ao CCP, tem a duração de 90H, onde são abordados 9 módulos, cada um deles com 10H.

M1 – Formador: Contextos de Intervenção
M2 – Simulação Pedagógica Inicial
M3 – Recursos Didáticos e Multimédia
M4 – Plataformas Colaborativas de Aprendizagem
M5 – Comunicação e Dinamização de Grupos em Formação
M6 – Metodologia e Estratégias Pedagógicas
M7 – Operacionalização da Formação: do Plano à Ação
M8 – Avaliação da Formação e das Aprendizagens
M9 – Simulação Pedagógica Final

Nos módulos 2 e 9, surgem as autoscopiais, que consistem na simulação de apresentação com duração entre 6 a 8 minutos, no caso do M2, e entre 12 a 15 minutos, no caso do M9, onde o principal objetivo destas autoscopias é melhorar a performance dos formandos, de forma a se tornarem formadores de TOPO.

O que vou desenvolver?

Competências para ser um Facilitador do Futuro, num mercado competitivo e altamente dinâmico, nas suas áreas de atuação profissional e/ou académicas.
Irá desenvolver competências de comunicação, assertividade, Programação Neurolinguística, bem como de resolução de problemas complexos, ou ainda flexibilidade cognitiva face a diversos desafios pedagógicos presentes na experiência.
Será possível promover ainda o desenvolvimento de competências no âmbito da dinamização de grupo e sua gestão, com base em drivers de Neurociência e e Economia Comportamental.
A dimensão digital não é esquecida, e verá as suas competências no âmbito do planeamento e dinamização à distância trabalhadas, como abordagens a recursos como o Quizizz, Pladlet, Mentimeter, Mindmeister, entre outros.

Utilidade para os Profissionais?

O certificado de competências pedagógicas possibilita os profissionais a ministrar formações, ou seja, sem este certificado, não podem promover formação certificada em vários campos, como apoios comunitários.

Documentos necessários?

Para frequentar a Formação Pedagógica Inicial de Formadores, e assim obter o Certificado de Competências Pedagógicas, são necessários alguns documentos, sendo eles fotocópia do cartão do cidadão, o currículo atualizado e o certificado de habilitações. No entanto, o candidato tem que possuir no mínimo o 9º ano de escolaridade como habilitação mínima.

Metodologia PsicoSoma

A Formação Pedagógica Inicial de Formadores da PsicoSoma tem diversas ferramentas de apoio e aprendizagem. A formação à distância conta com 7 manuais, compostos por vários subtemas e capítulos, que permitem uma abordagem aprofundada acerca dos conteúdos programáticos definidos para a ação. Os manuais estarão à disposição dos formandos na plataforma Moodle PsicoSoma em formato PDF, podendo à medida que o curso se desenvolve fazer o download dos manuais em questão. Para além disto, a formação inclui vídeos exclusivos PsicoSoma, exploração de estudos de caso, exercícios de avaliação, podcast e artigos científicos.

As metodologias a adoptar assentam numa ampla esfera indissociável de diversas técnicas e ferramentas, que serão ao longo da formação os pilares da aprendizagem. Serão privilegiados um conjunto de manuais teóricos (para estudo), recursos pedagógicos de apoio especialmente concebidos, sessões de esclarecimento (formação online e em sala), e simulações de ensino-aprendizagem (análise e auto-avaliação de comportamentos pedagógicos).

A PsicoSoma tem uma série de recursos e atividades exclusivas: Manuais de Formação (com ISBN), Vídeos Tutoriais exclusivos, Dinâmicas como “Paralelo Pedagógico” ou “Perfil do Facilitador de TOPO” ou ainda “Quizizz Virtual – Técnicas e Métodos de Formação”, Podcast Motivacionais ou ainda Infografias temáticas.

Para todo o suporte e integração à distância a PsicoSoma utiliza a plataforma Moodle com atividades e recursos desenhados à medida, e ainda o apoio do G-Suite – Google Classroom, com recursos de comunicação síncrona como o Meet Profissional ou Zoom Profissional.

Referências Bibliográficas
https://formacaoformadores-ccp.pt/cap/cap-certificado-de-aptidao-pedagogica
https://psicosoma.pt/wp-content/uploads/2020/04/Programa_FPIF-2020.pdf
https://netforce.iefp.pt/pt-PT/WPG/Home/FPIF

APTSES e PsicoSoma em Parceria

APTSES e PsicoSoma em Parceria 800 800 Julien Diogo

A PsicoSoma estabeleceu uma parceria estratégica com a APTSES – Associação Profissional dos profissionais da Educação Social, registada em 21 de novembro de 2008.

Esta parceria oferece aos membros da APTSES condições especiais nos serviços e produtos PsicoSoma, consolidando assim a lógica organizacional de sinergias da PsicoSoma.

“O trabalho desenvolvido pela APTSES em prol do reconhecimento do Educador Social tem sido de elevada importância, faz todo o sentido a PsicoSoma apoiar os membros da associação que são um dos pilares chave para o futuro da sociedade”, afirma Julien Diogo, diretor da PsicoSoma.

Conheça as condições especiais para membros no site da APTSES em http://www.aptses.pt/

Livros Marketing Digital e ECommerce para Professores

Livros Marketing Digital e ECommerce para Professores 960 960 Julien Diogo

A PsicoSoma assume como um dos grande propósitos editorial a partilha de conhecimento científico e prático, assim, iniciamos uma nova ligação entre os conteúdos e os professores/facilitadores.

Com este serviço visamos encurtar as distâncias entre o conhecimento atual e a partilhas nas universidades, politécnicos, centros de formação, etc…

Os primeiros livros são referentes ao Marketing Digital e E-Commerce #1 #2 e #3, da coordenação de Jorge Remondes, livros dedicados ao Marketing Digital, Gestão de Conteúdos e Publicidade Online e ainda Web Analytics e Métricas para Redes Sociais, que conta com a participação de profissionais de referência, desde David Monteiro, a Sandra Firmino, Inês Amaral ou Karla Martins, entre outros.

Desta forma, se é professor, formador ou facilitador numa instituição pode usufruir dos resumos dos vários capítulos em formato power point e keynote para as suas sessões. Faça da obra Marketing Digital e E-Commerce a referência bibliográfica, e ganhe os resumos capítulo a capítulo para as suas sessões.

Para mais informações envie email para editora@psicosoma.pt ou contacte o 232 431 060.

 

O COVID-19 trouxe o véu da mortalidade às nossas vidas e toda a gente quer tirá-lo de cima. Mas não foi de imediato.

Comunicação em Tempos de Pandemia

Comunicação em Tempos de Pandemia 960 960 Estagio ESEV

Supervivência

O ser humano está dependente da interação para a sua sobrevivência. Somos animais sociais e comunicativos que foram desenvolvendo novas formas de se entender para esse propósito, e haverão ainda mais no futuro. Chegámos a este ponto da nossa civilização graças ao medo, à morte, ao querermos um refúgio do perigo.
O desejo de viver é muito forte, porém nem damos conta dele no nosso dia-a-dia. Afinal, estamos bem, não vivemos com um sentimento de ameaça iminente.
O COVID-19 trouxe o véu da mortalidade às nossas vidas e toda a gente quer tirá-lo de cima. Mas não foi de imediato.

Com o estado de emergência a partir de 18 de março em Portugal, e o país a observar outras nações gravemente afetadas como a Itália, algo tão perto de nós, as pessoas foram gradualmente aceitando a realidade que lhes era mostrada todos os dias pelos meios de comunicação. Esta exposição constante levou alguns a exclamar “sensacionalismo”, muitos tinham as expectativas demasiado otimistas, com a atitude casual do “Isto passa”.
Existiram vários discursos desiguais em conversas pessoais, interações nas redes sociais, comentadores profissionais a dar a sua opinião, porém, a única coisa certa, é que toda a gente estava investida na informação, na comunicação, no diálogo ou notícias que poderiam oferecer conforto, ou manter firme o sentimento de pessimismo.
Somos um ser que não gosta de estar solitário, conectados ao nosso sentido de sobrevivência, porém é-nos exigido o contrário para a garantir.

A Contradição

A inquietação que se instalava a nível global reforçava o desejo de ouvir os factos, rapidamente 4 princípios ficaram presentes na cabeça das pessoas: Lavar as mãos, uso de máscara, distanciamento e isolamento social. Este último é ironicamente aquilo que mais queremos evitar (exceto quando a humanidade enfrenta um vírus altamente contagioso).

Apesar de ser voluntário, estudos neurocientíficos indicam que pode provocar um deterioramento da nossa saúde (Offord, 2020) (Dajose, 2018) (Clifford Singer, 2018). Filtrando o tema para a situação atual, o Isolamento social prolongado causa um aumento do medo e da agressividade, que não são emoções minimamente bem-vindas para o combate de uma pandemia, visto que é necessário agir com serenidade e certificar o cumprimento das normas de segurança. O medo é capaz de deturpar a nossa capacidade de raciocínio e consequentemente de ação, não nos permite agir com confiança.
O sentimento de solidão pode ainda afetar o nosso sistema imunitário, as nossas ações de proteção contrariam aquilo que o nosso organismo necessita para a sua defesa (Novotney, 2019).

Muitas pessoas foram obrigadas a manterem-se separadas dos seus entes queridos e enfrentar algo inédito nas suas vidas (relativamente) sozinhas.
Não seria por assistir o telejornal que alguns desafortunados iam deixar de se sentir sós, mas foi a partir daí, de outros meios de comunicação que consumiram ou de pessoas que o testemunharam, que tomaram conta dos 14 dias para, finalmente, juntarem-se com quem mais queriam.

Melhor que nada

A interação com outras pessoas é algo precioso em vários níveis, e o cidadão comum não tem a total noção da sua influência, mas sempre sentirá saudade.

Com o contacto físico fora da equação, sem o fator presencial, o que sobra para saciar o desejo de comunicar é o digital, principalmente verdade durante confinamento. Usámos métodos já familiares para nos conectar e saber o que fazer do mesmo modo, não nos ficámos, pois não queremos ficar sozinhos. Adaptamo-nos ao nosso meio e evoluímos, tal é a natureza do ser humano.

O uso das redes sociais disparou como nunca antes visto, afinal estávamos em casa e queríamos conversar. Inúmeros debates e estudos sobre os efeitos negativos das redes sociais na nossa vida, para depois se transformar num símbolo de estabilidade e sanidade para várias pessoas (Damas, 2020).

Falas tu?

Os meios de comunicação face a toda a situação, tinham uma grande responsabilidade sobre os ombros. Bem na realidade era na informação.
Similarmente às redes sociais, os sites de informação tiveram subidas consideráveis de tráfego (Bourbom, 2020).

Muitos olhos e ouvidos atentos, a SIC e o seu telejornal por exemplo, a quebrar recordes de audiência. Estes holofotes trazem um sentido de dever e obrigação enorme, afinal a causa conhece-se e num eventual erro de informação (que aconteceu), as repercussões são intensificadas devido à sensibilidade aguçada do público.
A SIC já pediu desculpa várias vezes desde que Portugal enfrenta o coronavírus, incluindo em direto no seu telejornal (SIC, 2020) (SIC, 2020) (Redação, 2020). A desinformação quanto a um tema altamente relevante é causa de revolta dos espetadores nas redes sociais e o canal, ciente da sua posição de responsabilidade, procura corresponder da melhor forma possível ao validar o protesto no seu pedido de desculpa. Com isto da comunicação “não se brinca”.

O profissionalismo de vários nomes sonantes na vertente jornalística é posto à prova e ninguém quer errar. Terão que dar a cara e não podem simplesmente refugiar-se em alguém e questionar “Falas tu?”.

“Olhos abertos precisam-se”

Estamos dependentes uns dos outros para garantir a sobrevivência do maior número de pessoas possível, sempre foi assim e escapámos de muita coisa “com conversa”. Mas por mais que uma mensagem seja constantemente transmitida de uma forma clara, o recetor nem sempre escolhe dialogar reciprocamente. Isto ainda não acabou.
Se há comunicação que prove diariamente o longo caminho que ainda nos resta, é a atualização do número de infetados e óbitos.
Todos os dias, a mesma conferência de imprensa, as mesmas bandeiras, as mesmas caras, só o número de vítimas muda.

Referências

Bourbom, M. J., 2020. Covid-19. Isolamento social faz disparar consumo de sites de informação online. [Online]
Available at: https://expresso.pt/coronavirus/2020-03-25-Covid-19.-Isolamento-social-faz-disparar-consumo-de-sites-de-informacao-online

Clifford Singer, M., 2018. Health Effects of Social Isolation and Loneliness. [Online]
Available at: https://www.aginglifecarejournal.org/health-effects-of-social-isolation-and-loneliness/

Dajose, L., 2018. How Social Isolation Transforms the Brain. [Online]
Available at: https://neurosciencenews.com/neurobiology-social-isolation-9072/

Damas, F. N. e. A. R., 2020. Casas, empresa, telemóveis. Pandemia faz disparar tráfego nas redes. [Online]
Available at: https://eco.sapo.pt/2020/04/25/casas-empresa-telemoveis-pandemia-faz-disparar-trafego-nas-redes/

Novotney, A., 2019. The risks of social isolation. [Online]
Available at: https://www.apa.org/monitor/2019/05/ce-corner-isolation

Offord, C., 2020. How Social Isolation Affects the Brain. [Online]
Available at: https://www.the-scientist.com/features/how-social-isolation-affects-the-brain-67701

Redação, 2020. Hiper FM. [Online]
Available at: https://www.hiper.fm/sic-volta-a-pedir-desculpas-por-erro-no-jornal-da-noite/

SIC, 2020. Sic Notícias. [Online]
Available at: https://sicnoticias.pt/pais/2020-03-22-SIC-reforca-pedido-de-desculpa-por-informacao-errada

SIC, 2020. Sic Notícias. [Online]
Available at: https://sicnoticias.pt/pais/2020-03-22-SIC-apresenta-desculpa

Fontes:

Pedidos de desculpa da SIC:

https://www.hiper.fm/sic-volta-a-pedir-desculpas-por-erro-no-jornal-da-noite/

https://sicnoticias.pt/pais/2020-03-22-SIC-apresenta-desculpa

https://sicnoticias.pt/pais/2020-03-22-SIC-reforca-pedido-de-desculpa-por-informacao-errada

Isolamento Social:

https://neurosciencenews.com/neurobiology-social-isolation-9072/

https://www.apa.org/monitor/2019/05/ce-corner-isolation

https://www.the-scientist.com/features/how-social-isolation-affects-the-brain-67701

https://www.aginglifecarejournal.org/health-effects-of-social-isolation-and-loneliness/

Dados de consumo:

https://eco.sapo.pt/2020/04/25/casas-empresa-telemoveis-pandemia-faz-disparar-trafego-nas-redes/

https://expresso.pt/coronavirus/2020-03-25-Covid-19.-Isolamento-social-faz-disparar-consumo-de-sites-de-informacao-online

Imagens:

1ª Imagem –  https://executivedigest.sapo.pt/viagem-ao-futuro-pos-pandemia-o-novo-normal-em-30-pontos/

https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/04/globo_planeta_coronavirus.jpg

2ª Imagem – https://www.dinheirovivo.pt/economia/dgs-ventiladores-serao-para-doentes-mais-graves/

https://www.dinheirovivo.pt/wp-content/uploads/2020/03/37176556_28441965_WEB-1060×594.jpg – ANTÓNIO COTRIM/LUSA

 

 

 

 

 

 

Educação e Economia comportamental

Educação e Economia comportamental 960 960 Estagio ESEV

O atual contexto vivido, exige mais do que nunca uma visão sistémica dos modelos pedagógicos, onde a integração de conceitos como a Aprendizagem 4.0, a Humanização do Digital, os recursos didáticos e digitais ou ainda as plataformas precisam de ser desenhado centrados no aprendiz.

Olhar para a Educação com base nos vieses da Economia Comportamental pode trazer um suporte sobre decisões, comportamentos e até recompensas a oferecer a quem articular e receber conhecimentos.

A Economia Comportamental surge como uma linha de investigação científica que interfere com duas “ciências”, a psicologia e a economia. Vários foram os profissionais que nos últimos dois séculos debruçaram as suas investigações nas duas áreas, visando entender as ligações ou afastamentos.

Esta lógica de pensamento é fundamentada pelo pensamento da Teoria Da Escolha Racional Económica, ou seja, baseada na figura máxima do Homo Economicus, que apontava que o comportamento e as decisões de cariz económico refletiam a racionalidade do ser humano, onde a maximização dos ganhos e a minimização dos riscos/perdas são as características dominantes.

O trabalho desenvolvido por diversos psicólogos ao longo do século passado permitiu a identificação de mais de uma centena de vieses cognitivos que contrariam o modelo do Homo Economicus. Aos poucos, a ideia de que o uso da racionalidade nas decisões (todas elas, mas em especial nas decisões económicas e de consumo) era regra comum foi sendo dissipada por um conjunto de estudos que atribuíam a fatores de ordem emocional, afetiva e social a principal influência nas decisões. Afinal a racionalidade não era ilimitada, a nossa capacidade de processamento de informação é limitada e a maior parte das vezes desconhecemos grande parte das opções de escolha. 

A Hipótese do Marcador Somático, proposta pelo cientista português António Damásio, é um exemplo elucidativo da contribuição da informação emocional para os processos de tomada de decisão. Em traços gerais, a teoria postula que perante escolhas complexas e conflituantes, por forma a não sobrecarregar os mecanismos de processamento cognitivo, recorremos às emoções, na forma de marcadores somáticos (que mais não são que sinalizações emocionais criadas a partir das nossas vivências e experiências), para tomar decisões.

“Afinal, um ser plenamente racional seria completa,
e ironicamente, disfuncional”.

A Economia Comportamental emergiu para disponibilizar fundamentos científicos para explicar as anomalias verificadas no comportamento económico, explicando as decisões e comportamentos económicos através da integração dos fatores sociais, cognitivos e emocionais (Ariely, 2008; Kahneman, 2003; Camerer & Loewenstein, 2002).Um dos principais e mais antigos princípios da economia comportamental é a Teoria dos Prospetos (Kahneman & Tversky, 1979), que surge exatamente como um contra-argumento em relação à teoria da Utilidade Esperada. Segundo a Teoria dos Prospetos, tomamos decisões baseados em mudanças de riqueza a partir de um ponto de referência, em vez de partirmos do todo. Na prática, partindo de um momento em que no bolso temos 0 euros nos derem, por exemplo, 50 euros, existe uma mudança de riqueza positiva e esse passará a ser o nosso ponto de referência (que antes era 0, e agora 50). Se seguidamente nos tirarem 5 euros, sentimos uma perda, partindo do novo ponto de referência, ao invés de considerarmos o ganho de 45 euros face à situação inicial. Para Ariely (2008), existem alguns traços que podemos identificar no comportamento humano à luz da Economia Comportamental, como:

  • As pessoas decidem com base em hábitos, experiência pessoal e regras práticas simplificadas. 
  • Aceitam soluções apenas satisfatórias 
  • Buscam rapidez no processo decisório
  • Dificuldade em equilibrar interesses de curto e longo prazo 
  • Influenciadas por fatores emocionais e pelos comportamentos dos outros.

Vamos visitar alguns vieses da Economia Comportamental e compreender a sua relação com o processo de ensino aprendizagem.Aversão à PerdaUm dos vieses da EC, a  Aversão à Perda é componente com interesse para o estudo do substrato neurocientífico das decisões e contexto económico. Um estudo conduzido por De Martino et al., (2010) revelou que sujeitos com a amígdala danificada deixavam de ter aversão à perda, isto apesar de continuarem a ter níveis normais de aversão ao risco geral, sugerindo que esse tipo de comportamento era apenas específico quando se tratava de perdas potenciais.” Na educação, demonstrar o que o aluno pode perder por não se envolver na atividade ou no projeto, pode funcionar como elemento de motivação.

Prova Social

Existe a necessidade humana de socializar, a condição humana de base, fomentando a organização em grupos sociais. Esse fenómeno pode ser integrado no processo e trajetória educacional do aluno. As dinâmicas de grupo, o aluno-mentor de terceiro, a criação de conteúdos em parceria com o professor podem promover essa mesma condição. Na criação de grupo é importante considerar que alguns alunos, que por exemplo, dão mais importância à diversão, irão influenciar outros na procura do prazer a curto prazo e afastar os mesmos dos benefícios do futuro.

Efeito Manada

Esse efeito é evidente quando as pessoas fazem o que os outros estão a fazer, afastam as próprias informações, análises ou conclusões, acabando por assumir o comportamento com base em decisões de terceiros. No processo de aprendizagem, ao identificar os elementos influenciadores da turma, será, em alguns casos, possível criar um efeito manada em torno de um objetivo predefinido no processo. Não será o professor a levar até, mas sim o colega, e sem a perceção de tal por parte dos alunos.

A Âncoragem 

As decisões são frequentemente orientadas e influenciadas por âncoras, que dão um ponto de partida para basear a decisão final. A primeira informação que se tem sobre algo é a âncora principal, e isso influencia a forma como se envolve após esse momento. Certas palavras como o Não, Sala, Professor, Talvez, Problema irão criar âncoras negativas no discurso e consequentemente na predisposição dos alunos. Lembre-se que as palavras que usam constroem o seu mindset e a forma como é percebido – imagem. 

Saiba mais sobre a economia comportamental e todas as áreas de estudo da neuroeconomia e neurociência, no livro Psicosoma “Princípios de Neuromarketing: Neurociência Cognitiva Aplicada ao Consumo, Espaços e Design”.

Webgrafia:

Bibliografia

  • Livro Psicosoma “Princípios de Neuromarketing: Neurociência Cognitiva Aplicada ao Consumo, Espaços e Design”
A música, mais que qualquer outra arte, tem uma representação neuropsicológica extensa. Por não ter necessidade de codificação linguística, esta arte, tem a capacidade de ativar diretamente as áreas límbicas de cada ser humano (que controlam os nossos impulsos, emoções e motivação) e as áreas cerebrais terciárias, localizadas nas regiões frontais que, são responsáveis pelas funções práxicas de sequenciação e pela mímica que acompanha as nossas reacções corporais ao som.

A importância da música na Neurociência

A importância da música na Neurociência 960 960 Estagio ESEV

“Onde as palavras falham, a música fala.”
– Hans Christian Andersen

Já alguma vez pensou que, a música pode gerar mudanças no nosso comportamento ou, até ter influência na estrutura e função do cérebro?

A música, mais que qualquer outra arte, tem uma representação neuropsicológica extensa. Por não ter necessidade de codificação linguística, esta arte, tem a capacidade de ativar diretamente as áreas límbicas de cada ser humano (que controlam os nossos impulsos, emoções e motivação) e as áreas cerebrais terciárias, localizadas nas regiões frontais que, são responsáveis pelas funções práxicas de sequenciação e pela mímica que acompanha as nossas reacções corporais ao som. Assim, as alterações fisiológicas da estimulação sonora podem refletir-se nas mudanças dos padrões, no reflexo de orientação, na variabilidade das respostas fisiológicas envolvidas em processos de atenção e expectativa musicais ou na mudança de frequência, topografia e amplitude dos ritmos elétricos cerebrais.

Antes de passar a uma parte mais científica é importante referir que a música envolve todo o processo relacionado à organização e à estruturação de unidades sonoras, seja no seu aspeto temporal (ritmo), seja na sucessão de alturas (melodia) ou na organização vertical harmónica dos sons.

Cientificamente falando…
Recentemente, têm sido feitos vários estudos com recurso a vários métodos de investigação, como por exemplo: a ressonância magnética funcional (FMRI); o eletroencefalograma (EEG); eye tracking, etc.

Neste sentido e, segundo os vários estudos, vários autores observaram algumas mudanças durante o processo percetivo e cognitivo dos constituintes da música.

– Em “Tomographic mapping of human cerebral metabolism: auditory stimulation.” (1982), Mazziota et al., observaram que, em tarefas de discriminação tímbrica, havia maior ativação de áreas frontais e temporais do hemisfério não dominante.

– Em “Tonotopic organization in huma auditory cortex revealed by positron emission tomography.” (1985), Lauter et al., confirmaram a organização tonotópica do córtex auditivo com ativação anterior e lateral para sons graves e médio e posterior para sons agudos.

– Em “Neural mechanisms underlying melodic perception and memory for pitch.” (1994),  Zatorre et al., observaram que a audição melódica passiva envolvia, principalmente, regiões temporais do hemisfério direito, enquanto em provas mais ativas, que exigiam memória tonal, havia ativação de áreas frontais do hemisfério cerebral direito.

– Em “The structural components of music perception. A functional anatomical study.” (1997), Platel et al., estudaram a ativação de diferentes áreas cerebrais durante provas que envolviam alguns parâmetros psico acústicos da música, a dizer: identificação de mudanças de altura, regularidade rítmica, familiaridade melódica e identificação de mudança tímbrica. Nas provas envolvendo familiaridade, havia maior ativação do giro temporal esquerdo e do giro frontal esquerdo. O reconhecimento tímbrico ativava o giro frontal superior e o giro pós central direitos, enquanto as provas rítmicas envolviam áreas frontais inferiores e a ínsula do hemisfério esquerdo (dominante).

 

“A Study Investigating the Relaxation Effects of the Music Track Weightless by Marconi Union in consultation with Lyz Cooper”

Este estudo, realizado no laboratório da Mindlab, em Brighton, tende a verificar que certas melodias ou peças musicais realmente possuem o poder de acalmar, até os indivíduos mais stressados. A veracidade desta afirmação é confirmada por variadas observações, sejam elas: a capacidade de a música diminuir os batimentos cardíacos, de desacelerar a respiração, de diminuir os níveis do hormônio do stress ‘cortisol’ no sangue ou de estimular a da dopamina, neurotransmissor que é geralmente associado a recompensas prazerosas. Outros autores observaram que a música também pode ajudar a superar a ansiedade e a depressão.

  • Procedimentos do estudo: A população em estudo, resume-se a 20 participantes, do sexo feminino, com idades entre 18 e 61 anos e idade média de 37 anos. Todas as senhoras foram conectadas a equipamentos de bio monitoramento para monitorizar a amplitude da frequência cardíaca, a condutância da pele (EDA) e a taxa de respiração.

As participantes estavam sentadas confortavelmente numa sala livre de distrações. A música foi ouvida com recurso a headphones com isolamento de ruído.

Cada faixa de música foi tocada por 3 minutos com um período de silêncio após cada música. Entre cada faixa, foram usados distractores auditivos e visuais que foram reproduzidos/exibidos para induzir stress.

A ordem pela qual as diferentes faixas foram reproduzidas foi feita de forma aleatória. Após cada música, os participantes foram solicitados a classificar a música numa escala de -5 a +5 para relaxar, com o nível de +5 a representar o estado “mais relaxante”. Após a sessão de música, os participantes foram submetidos a uma nova distração e, em seguida, submetidos a uma massagem profissional. Depois de uma distração final, o ‘Weightless’ de Marconi Union (música relaxante, considerada das mais tranquilizantes pelo Dr. Lewis-Hodgson, fundador do Mindlab) foi reproduzido na íntegra para permitir uma comparação direta com a massagem.

As medidas foram analisadas para cada participante durante cada atividade e, em seguida, os resultados foram combinados para fornecer uma “pontuação percentual de relaxamento” geral. Uma pontuação comparativa pode então ser aplicada a cada faixa de música e massagem. Os números usados na pontuação são comparáveis entre si. No entanto, deve-se notar que eles são números arbitrários e o cálculo é projetado como um comparador ilustrativo entre as pontuações.

  • Resultados:
    1. Um estudo da Mindlab comparou diferentes tipos de atividades relaxantes após os participantes realizarem em atividades stressantes e os resultados confirmaram que a música é a prática mais relaxante;

Fonte: https://www.britishacademyofsoundtherapy.com/wp-content/uploads/2019/10/Mindlab-Report-Weightless-Radox-Spa.pdf

  1. Relativamente aos testes biométricos de frequência cardíaca, frequência respiratória e condutância da pele (EDA), os dados apresentados indicam mudanças no relaxamento mental e físico e nos níveis de stress. Essas três medidas são combinadas para criar uma pontuação geral de relaxamento. Os resultados são: a música “Weightless”, obteve a maior pontuação; abaixo, com quase 70%, aparece a massagem e, quase 10 pontos percentuais abaixo, aparece a música relaxante.

Fonte: https://www.britishacademyofsoundtherapy.com/wp-content/uploads/2019/10/Mindlab-Report-Weightless-Radox-Spa.pdf

  1. Quanto aos estudos feitos em que é usada a música “Weightless”, os resultados são claros e demonstram que esta música de autoria do Marconi Union, aumenta muito os índices de relaxamento…

Este estudo tem muito mais para lhe oferecer, com mais informações sobre os efeitos da música no ser humano e no comportamento cerebral.

Dê uma vista de olhos no link abaixo:

https://www.britishacademyofsoundtherapy.com/wp-content/uploads/2019/10/Mindlab-Report-Weightless-Radox-Spa.pdf

“Sem música, a vida seria um erro”.
-Federico Nietzsche-

 

Referências bibliográficas:

http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2000/RN%2008%2002/Pages%20from%20RN%2008%2002-7.pdf

https://www.britishacademyofsoundtherapy.com/wp-content/uploads/2019/10/Mindlab-Report-Weightless-Radox-Spa.pdf

neuromaketing

O Neuromarketing

O Neuromarketing 960 960 Estagio ESEV

A neurociência surge, de forma muito rústica em 4 000 A.C e, só em 2002 é que foi utilizado o termo “neuromarketing” por Ale Smidts. Atualmente, este termo, conjuga a neurociência, as reacções manifestadas pelo corpo humano e as variações hormonais que nele acontecem.

Posto isto, o neuromarketing pode ser definido como o estudo e entendimento do comportamento do comportamento humano, no que diz respeito ao consumo, o que permite a mensuração das respostas dos consumidores. Na prática, isto significa que será feita uma identificação e medição do comportamento dos sujeitos, de modo a traçar o perfil e, consequentemente a definir a possibilidade de os acontecimentos ocorrerem no futuro.

Este novo método destaca-se dos tradicionais por diversos motivos, no entanto, só focaremos em três. O primeiro é a descoberta de novos pontos de vista, ou seja, ao utilizar as ferramentas típicas de suporte para este tipo de marketing (tais como o EEG, o eye tracking, entre outras) são recolhidos dados biométricos para desenhar uma campanha de marketing, um plano de comunicação e ainda a organização dos espaços. Assim, tudo será realizado consoante o ponto de vista dos consumidores e não por uma opinião pessoal.

De seguida passamos para as respostas emocionais e inconscientes que são resultado das emoções que temos ao longo do dia que impactam o consumo. Ao fazer uso do neuromarketing, é possível descobrir gatilhos que potencializam as compras. O terceiro ponto a reacção pura, isto é, ao utilizar métodos tradicionais como um inquérito, o sujeito pondera sobre a sua resposta e pode responder o que é considerado politicamente correto, portanto, ao estudar o estímulo lida-se com a reacção original e pura.

Todavia, existe aspectos que precisam de ser escolhidos com muito cuidado, um bom exemplo disso é o espaço de investigação, que deve ser composto por tecnologia de alta qualidade para a recolha de dados fidedignos. Também se deve ter em conta a metodologia cientifica, ou seja, como método cientifico é composto por etapas que são realizadas por certa ordem e, caso ocorra algum distúrbio, o resultado pode não ser o suposto.

Para finalizar, o neuromarketing pode ser aplicado no branding, no design de um produto ou serviço, em campanhas de publicidade, no desenvolvimento da entidade digital entre tantos outros.

Bridge, D (2015)  The 7 Main Benefits of Neuromarketing Disponivel em koganpage.com (Consultado dia 28 de julho de 2020)

As tendências na área dos estudos estão cada vez mais a ser invadidas pelas novas tecnologias.

Tendências de estudo e ferramentas para o futuro

Tendências de estudo e ferramentas para o futuro 960 960 Estagio ESEV

As tendências na área dos estudos estão cada vez mais a ser invadidas pelas novas tecnologias.

A realidade virtual e a realidade aumentada, que podem servir para recriar um ambiente (como por exemplo, recriar a história de Portugal), ou então para criar estruturas em 3D fictícias, tal como o Pokémon Go mas, por exemplo, aplicado à engenharia.

De seguida a sala invertida, onde o estudante assiste a aulas teóricas em vídeo ou faz conferência com o professor, via Skype ou Zoom. Depois, para aprofundar os conhecimentos e colocá-los em prática, são realizados exercícios na sala de aula.

É possível ainda estimular a aprendizagem e a iteração em sala de aula através de websites como o Kahoot ou Plickers, de quizzes e jogos. Por outro lado, o Semper, permite ao utilizador fazer o download de uma matéria, e cada vez que desbloqueia o próprio telemóvel terá uma questão para responder.

Atualmente existem ferramentas para tudo. Para a gestão de tempo, temos o trello que permite criar separadores para tarefas futuras, a decorrer (neste caso é possível acompanhar a percentagem de trabalho que falta) e as já realizadas. Já a Synap usa algoritmos de repetição para ajudar a saber a matéria. Para realizar um estudo mais interativo e visual, é possível realizar cartões, tabelas e questionários através da GoConqr.

Como estudar sem distrações é sempre a melhor opção, o StayFocusd (para Windows) e o Focus (para iphone) bloqueia as notificações das redes sociais. Para evitar a perda de informação por perda de post-its ou de outros papéis, o evernote permite guardar as notas. 

Como estudo e recompensa, a app Procraster permite ao utilizador organizar sessões de estudo, durante, no mínimo, 25 minutos, durante esse tempo pode aparecer frases motivacionais, ou pequenos prémios tal como, pausas ou para ver o Facebook.

Sugerimos como truques para estudar, a estimulação visual que, sendo o Ink Factory, 65% das pessoas aprende melhor dessa forma. As distrações também são algo a evitar a recapitular a matéria após uma hora da aula ajuda a compreendê-la melhor. Salientar que dormir é essencial para que a cabeça esteja focada e restaurar o corpo e mente.

Para além disso, a criação de zonas de estudos e de pausas regulares. Uma boa alimentação associada ao exercício físico ajuda o sangue do cérebro a ficar bem oxigenado. 

Ellison, J (2018) 7 ferramentas online para rentabilizar o teu estudo, RedBull

As Mudanças de comportamento do consumidor pós covid-19

As Mudanças de comportamento do consumidor pós covid-19

As Mudanças de comportamento do consumidor pós covid-19 960 960 Estagio ESEV

Uma pandemia, duas opções. Na primeira, as empresas estagnam devido a cortes; na segunda as empresas são ágeis e adaptam-se ao novo tipo de consumidores.
Segundo Bob Liodice, Ceo da ANA (2020), o covid-19 forçou muitos profissionais de marketing a recuar e repensar no relacionamento com os consumidores. Mas afinal qual foi o impacto que esta pandemia causou no consumidor?
Em primeiro lugar, os pagamentos têm vindo a ser feitos via contactless ou cashless para evitar a transmissão do dinheiro e, possivelmente do vírus. Um exemplo disso, é que, antes de tudo isto acontecer o limite máximo era vinte euros, actualmente, é cinquenta euros. Para além disso, a compra online cresceu exponencialmente, no entanto, as promoções já não tem o impacto que teriam.
O novo cliente passa mais tempo online, e por isso, pode ser considerado o melhor momento para apostar no e-commerce, ter em atenção aos stocks, aos portes, a um website intuitivo, com pagamentos online e, em caso de insatisfação, por qualquer motivo, uma prolongação do período de troca ou devolução.
De acordo com a Deloitte (2020), as redes sociais e os influencers têm vindo a ter um grande peso quando se inicia o processo de compra. Também refere que que a bricolage, bicicletas e artigos para o lar aumentou 70% no primeiro trimestre deste ano. As compras de produtos nacionais e biológicos também aumentou.
O trabalhador de Marketing deve ter a capacidade de envolver os potenciais consumidores, apostar no storyteller e personalizar as comunicações. Por exemplo, a Netflix, na altura do confinamento, apostou em outdoors que continham spoilers das suas séries, como se isso não bastasse, sugeriu aos utilizadores, através das redes sociais, a usar HBO, o seu concorrente directo, caso quisessem assistir a outro tipo de conteúdo.

A Associação Americana de Agências de publicidade (2020) fez um estudo sobre o consumidor pós covid-19, e descobriu que 43% acham reconfortante ouvir as marcas e que, 56% estão atentos às marcas que consciencializam para a situação e ajudam a comunidade.
Para terminar, 76% dos consumidores adoraram diferentes práticas e atitudes, e dessa amostra, 89% planeiam manter alguns desses comportamentos, para finalizar, concluíram ainda que 36% dos indivíduos que experimentou novos produtos ou serviços, tornou-se um BrandLover (Reach3 Insights, 2020). Dá que pensar, não dá?

BitBrain (2019) All you need to know about neuromarketing [consultado a 28 de julho de 2020]
Persado (2020), Episode 9 of Choice Words

Dia Mundial do Cérebro

Dia Mundial do Cérebro 2160 2160 Estagio ESEV

22 de julho: Dia de celebrar o Cérebro

Em 2014, a World Federation of Neurology (WFN), instituiu o Dia Mundial do Cérebro, a 22 de julho, com o objetivo de chamar a atenção para o papel do Cérebro na nossa vida e na descoberta do mundo.
Desde então, e a cada ano que passa, um tema novo serve a mensagem com que se pretende alertar as consciências para as grandes questões do Cérebro e para a importância da sua discussão na qualidade da vida humana.

Segundo o médico Tiago Fleming Outeiro “Com cerca de 1,4 Kg, cerca de 86 mil milhões de neurónios, e cerca de 100 mil biliões de sinapses (junções através das quais os neurónios comunicam entre si), e cérebro é um ‘caso sério’ também para a matemática. O cérebro humano passa por diversas fases de desenvolvimento até que, no estado adulto, é capaz de fazer um número enorme de computações que nos permitem ver, cheirar, ouvir, pensar, caminhar, dormir, rir, sentir, amar, e um outro número elevadíssimo de funções essenciais à vida.”

É importante promover o conhecimento sobre o cérebro, através de iniciativas distintas que envolvam e apelem a atenção para a importância de cuidarmos do cérebro, de percebermos os sinais que nos dá, e de potenciarmos a sua saúde e, com ela, a nossa vida.

Em 2020, o Dia Mundial do Cérebro juntou a Federação Mundial de Neurologia e à Sociedade Internacional de Parkinson e Transtorno do Movimento, criando uma plataforma de partilha de informações vitais sobre o início, tratamento e prevalência da Doença de Parkinson.

A Doença de Parkinson é uma doença cerebral neurodegenerativa que afeta mais de 7 milhões de pessoas de todas as idades em todo o mundo. A Parkinson pode afetar o movimento e quase todos os aspectos da função cerebral, e as pessoas com doença de Parkinson podem ser particularmente afetadas pela atual pandemia de COVID-19.

Descubra mais acerca da iniciativa mundial em https://wfneurology.org/ 

Descubra o catálogo editorial PsicoSoma onde vários livros abordam as questões relacionadas com aprendizagem, envelhecimento e outros aspectos fundamentais em torno do cérebro. 

LIVRARIA ONLINE

PsicoSoma na bolsa de Entidades Formadoras Externas

PsicoSoma na bolsa de Entidades Formadoras Externas 800 800 Julien Diogo

A PsicoSoma faz parte da bolsa de Entidades Formadoras Externas do IEFP – Bolsa de EFE.

“No âmbito do processo de seleção de Entidades Formadoras Externas, para efeitos de integração na bolsa de Entidades Formadoras Externas no âmbito da Medida supra identificada, notifica-se, pelo presente, da admissão na bolsa de Entidades Formadoras Externas da PsicoSoma, nas áreas de formação e concelhos identificados no documento em anexo”, refere em notificação Glória Liberal Ferreira, Diretora de Serviços da Direção de Serviços de Emprego e Formação Profissional.

Quadro de Análise e Pontuação da PsicoSoma na Bolsa de EFE

Uma parceria com a Delegação Regional do Centro do IEFP, IP.

Atividade Estimulacao

Emoções sociais, o que são afinal?

Emoções sociais, o que são afinal? 800 800 Julien Diogo

A natureza social é uma das principais características da espécie humana, assumindo-se mesmo como um aspeto fulcral na sobrevivência e na reprodução do ser humano. À semelhança do que sucede com vários animais que manifestam, em menor ou maior grau, comportamentos sociais, o cérebro humano reinventou-se e desenvolveu mecanismos dedicados à socialização e respetivas componentes que é comprovada pela existência do neocórtex (a camada do cérebro mais recente de uma perspetiva evolutiva), uma extensa camada cortical que surgiu como resposta às exigências da vida em grupo e sociedade que o Homem enfrentou ao longo da sua história.

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FONTE: AFH BIO

Em oposição às emoções básicas que requerem a consciência do próprio estado somático e da forma como as emoções se manifestam no corpo, as emoções sociais, por sua vez, requerem atividade cognitiva através da representação de estados mentais de outras pessoas (Bernett et al., 2009). É por este motivo que as emoções sociais acabam por estar intimamente associadas ao conceito de cognição social, mais concretamente de empatia através da capacidade de um indivíduo imaginar e reproduzir mentalmente os estados emocionais de terceiros (Wainryb et al., 1998). Zahn-Waxler & Robinson, (1995) e Spitek et al., (1990) destacam que apenas aos 7 anos de idade, o desenvolvimento do cerebral e mental do indivíduo possibilita a descrição de situações em que as emoções sociais podem ser experienciadas.

Damásio (2010) define as emoções sociais como estados mais discriminativos e complexos, sendo um conjunto de sentimentos mais subjetivos, incluindo emoções como a pena, a vergonha, o embaraço, a culpa, o orgulho, a inveja, a gratidão, a admiração, a indignação e o desprezo. Surgem do resultado de um relacionamento entre um comportamento e um significado emocional, que pode ser apropriado num determinado contexto, mas ilógico noutro.” 

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Damásio (2010) afirma que existem quatro grandes grupos de emoções sociais:

1. Indignação moral: o outro indivíduo violou normas de conduta em que a consequência é a punição e o reforçar de regras e convenções sociais. A base fisiológica para esta emoção são o nojo e a raiva;

2. Embaraço, vergonha, culpa: dá-se o reconhecimento de uma violação do comportamento executado pelo próprio indivíduo, e o resultado é o evitar de uma punição por parte dos outros, incluindo o isolamento ou o ridículo. Estas emoções visam restaurar o equilíbrio do self e o reparar do equilíbrio em relação ao grupo, bem como reforçar as regras e convenções sociais. A base fisiológica são o medo ou a tristeza;

3. Simpatia, compaixão: há um reconhecimento automático do sofrimento do outro indivíduo e a consequência é o conforto e o restauro do equilíbrio do outro indivíduo, sendo a tristeza a sua raiz;

4. Espanto (no sentido da maravilha): está relacionado com o reconhecer de que alguém teve uma contribuição notável para a cooperação, conduzindo a um reforço da tendência para o altruísmo e para a rejeição do egoísmo, sendo que a base desta emoção encontra-se na alegria.

©PsicoSoma

Pode ainda encontrar mais no mais recente livro – PORTES GRÁTIS
“Princípios de Neuromarketing: Neurociência Cognitiva Aplicada ao Consumo, Espaços e Design” (Rodrigues et al., 2015) em http://loja.psicosoma.pt/produtos/1367/princpios-de-neuromarketing-neurocincia-cognitiva-aplicada-ao-consumo-espaos-e-design

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Referências bibliográficas ©ICN Agency 2016

  1. Bernett, S., Bird, G., Moll, J., Frith, C. & Blakemore, S. J. (2009). Development during Adolescence of the Neural Processing of Social Emotion. Journal of Cognitive Neuroscience, 21, 9;
  2. Damásio, A. (2010). O Livro da Consciência: A Construção do Cérebro Consciente. Círculo de Leitores;
  3. Wainryb, C., Shaw, L. A., & Maianu, C. (1998). Tolerance and intolerance: Children’s and adolescents’ judgments of dissenting beliefs, speech, persons, and conduct. Child Development, 69(6), 1541−1555;
  4. Zahn-Waxler, C. & Robinson, J. (1995). Empathy and guilt: early origins of feelings of responsibility. In Self-Conscious Emotions. Tangney, J. P. & Fischer, K. W. New York, Guilford;
Covid19

Cuidados a ter – Covid 19 (Novo Coronavírus)

Cuidados a ter – Covid 19 (Novo Coronavírus) 800 800 Julien Diogo

Seguindo as indicações da Direção-Geral da Saúde (DGS), visando o bem-estar de todos os envolvidos nas experiências formativas PsicoSoma, bem como do seus colaboradores, a PsicoSoma lembra algumas indicações avançadas pela DGS.

O COVID-19 foi identificado pela primeira vez em humanos em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na provincia de Hubei, na China. A transmissão pode ser feita de pessoa-a-pessoa e o tempo de incubação do vírus pode durar até 14 dias. Os sintomas são semelhantes a uma gripe ou podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia.

Sintomas

O período de incubação do COVID-19 é de 2 a 14 dias. Se uma pessoa permanecer saudável 14 dias após contactar com alguém confirmadamente infetado por COVID-19, é pouco provável que tenha sido contagiada. De forma geral, estas infeções podem causar sintomas mais graves em pessoas com sistemas imunitários mais fragilizados, pessoas mais velhas, e pessoas com doenças crónicas como diabetes, cancro e doenças respiratórias.

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Transmissão

A transmissão do COVID-19 acontece quando existe contacto próximo (num raio de 2 metros) com uma pessoa infetada. O risco de transmissão aumenta quando maior for o período de contacto com uma pessoa infetada.

As gotículas produzidas quando uma pessoa infetada tosse ou espirra (secreções respiratórias que contêm o vírus) são a via de transmissão mais importante. Existem duas formas através das quais uma pessoa pode ficar infetada: As secreções podem ser diretamente expelidas para a boca ou nariz das pessoas em redor (num raio de 2 metros) ou podem ser inaladas para os pulmões; Ao tocar em superfícies ou objetos que possam ter sido contaminados com secreções respiratórias e depois tocar na sua própria boca, nariz ou olhos.

Cuidados a ter

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Quando estiver nas instalações PsicoSoma em contexto de formação, siga as presentes indicações

Existem princípios gerais que qualquer pessoa pode seguir para prevenir a transmissão do COVID-19:

  • Lavar as mãos com frequência – com sabão e água, ou esfregar as mãos com gel alcoólico se não for possível lavar as mãos.
  • Tossir e espirrar para a prega do cotovelo, ou para um lenço de papel que deverá ser deitado fora. Não se deve tossir nem espirrar para o ar ou para as mãos.
  • Os participantes e colaboradores que sintam tosse, febre ou dificuldade respiratória devem permanecer em casa e não se deslocar para o seu local de trabalho ou centro de formação.
  • Os participantes, colaboradores e visitantes devem lavar as mãos:
    • Antes de sair de casa
    • Ao chegar à PsicoSoma
    • Após usar a casa de banho
    • Antes de sair da PsicoSoma
    • Utilizar um gel alcoólico que contenha pelo menos 70% de álcool se não for possível lavar as mãos com água e sabão.
    • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem ter lavado as mãos.
    • Evitar contacto próximo com pessoas com tosse, febre ou dificuldade respiratória.
    • Limpar e desinfetar frequentemente objetos e superfícies de utilização comum.

Linha de Apoio SNS 24

Se tiver sintomas ou dúvidas deve contactar a Linha SNS24: 808 24 24 24.

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Saiba mais em / Perguntas Frequentes

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5 Ferramentas Digitais para o Empreendedor

5 Ferramentas Digitais para o Empreendedor 1080 1080 Julien Diogo

As competências do Empreendedor do Futuro passam por aspectos como Marketing, Escuta Ativa, Liderança, Foco e Determinação, Aquisição de talentos, Lifelong Learning, Resolução de problemas ou ainda a Aceitação – riscos e fracassos.

O ecossistema que o Empreendedor enfrenta atualmente é dinâmico e repleto de desafio, nomeadamente a capacidade de gerir o tempo.

Desta forma, e aproveitando dado lançados pelo estudo do Marketing Tecnholoy Landscape, de 2018, o número de respostas tecnológicas focadas no marketing cresceu cerca de 87%. O que proporcionou a evolução exponencial do marketing digital.

Deste modo, os empreendedores e o mercado tem de se adaptar e responder as necessidades deste crescimento e identificar e implementar ferramentas que ajudem nos seus objetivos de negócio.

  1. Pocket (Aplicação)

A aplicação Pocket é uma ferramenta que ajuda a guardar e organizar conteúdo para se ler posteriormente. Funciona de forma muito simples, basta instalar uma extensão no seu navegador, selecionar no botão para guardar e o link será automaticamente salvo.

Depois, poderá abrir o Pocket, para poder ler tudo o que foi salvo.  Ótimo para trabalhos de grupo, podemos enviar artigos ou os links para os envolvidos.

Dá para aceder via móvel, ou via website www.getpocket.com.

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  1. Trello (Aplicação)

Trello é uma aplicação que opera como um modelo Freemium, ou seja, é gratuito com a opção de assinatura para obter acesso a recursos avançados.

É uma ferramenta muito simples de usar, sendo bastante versátil e eficaz. Permite a gestão das atividades através de uma lista de tarefas, desde gerir as campanhas de marketing, como processos de comunicação interna, novos funcionários, atendimento ao cliente, etc.

O Trello utiliza o paradigma Kanban para gerir projetos. Os projetos são representados por quadros (boards), que contêm listas de tarefas. As tarefas são representadas por cartões que são criados dentro dos quadros. Cartões podem ser movidos de uma lista para outra para representar o progresso da tarefa sendo que os utilizadores podem ser inscritos nos cartões.

Pode aceder à plataforma em https://trello.com 

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  1. Todoist (Aplicação)

O Todoist é uma aplicação completa, que apresenta um visual simples e intuitivo, que ajuda a controlar as tarefas do quotidiano. Ao adicionar uma tarefa, podemos escrever “hoje, amanhã, domingo”, entre outros, e a aplicação vai entender que é uma data.

É possível criar hashtags para criar categorias, ou arrobas para criar uma etiqueta ou locais.

Há uma adição interessante ao Todoist chamada de “karma”: em que quanto mais tarefas completarmos e atingirmos a meta, mais karmas ganha. Se chegar ao nível Profissional ou Expert, pode ganhar até cupões premium da app.

Veja mais em https://todoist.com/

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  1. Primer (Plataforma de EAD)

Criado pelo Google, o Primer é uma aplicação gratuito com formações em negócios e marketing digital express.

A versão 3.0 da aplicação traz 127 aulas em português (60 a mais que em 2016) distribuídas em quatro grandes temas: Negócios, Métricas, Marketing e Conteúdo. O material pode ser consultado offline, sem necessidade de gastar o plano de dados, e foi pensado para ser estudado de forma prática e rápida (as aulas têm, em média, cinco minutos de duração).

O Primer pode ser acedido por Android e por iOS.

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  1. Slack (Comunicação)

O Slack é uma aplicação para trocar mensagens em grupo, via canais exclusivos em forma de sala de chat. Apresenta inúmeras ferramentas: é possível criar grupos públicos e privados; enviar arquivos de serviços como Google Drive e Dropbox; e realizar integrações com serviços como Twitter e Asana para agrupar notificações, por exemplo.

O Slack possui três planos: o gratuito, o Standard (6,67 dólares por utilizador/mês) e o Plus (12,50 dólares por utilizador/mês).

Existem ainda a versão para desktop, AndroidiOS e Windows Phone.

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