Educação e Economia comportamental

Educação e Economia comportamental

Educação e Economia comportamental 940 788 Estagio ESEV

No presente artigo, pode-se fazer uma alienação das duas áreas inseridas no título, a educação e a economia comportamental. E porquê?

A Economia comportamental é uma linha de investigação científica que interfere com duas “ciências morais”, a psicologia e a economia. Isto é, muitos economistas nos últimos dois séculos estudavam com alguma proximidade as duas áreas  e a aproximação das mesmas ou o seu afastamento eram feitos, de forma a  medir a utilidade, ou a procura da recompensa num processo de compra.

Esta lógica de pensamento é fundamentada pelo pensamento da teria racional económica, ou seja, baseada na figura máxima do homo economicus, que dizia que o comportamento e as decisões de cariz económico refletiam a racionalidade do ser humano, onde a maximização dos ganhos e a minimização dos riscos/perdas são as características dominantes. Citando Adam Smith, pai da economia moderna, e considerado o mais importante teórico do liberalismo económico tal aversão à perda é pronunciada na seguinte frase: “we suffer more… when we fall from a better to a worse situation, than we ever enjoy when we rise from a worse to a better” (1759/1892, p. 311).

“A aversão perda é outra componente com interesse para o estudo do substrato neurocientífico das decisões e contexto económico. Um estudo conduzido por De Martino et al., (2010) revelou que sujeitos com a amígdala danificada deixavam de ter aversão à perda, isto apesar de continuarem a ter níveis normais de aversão ao risco geral, sugerindo que esse tipo de comportamento era apenas específico quando se tratava de perdas potenciais.”

Contudo, a par de outras ciências, a educação e a economia foram crescendo, atualizando-se e no seu longo percurso, a educação e a economia, foram tomando caminhos diferentes.

Os conhecimentos e teorias foram-se renovando e a teoria que assentava no contexto socioeconómico, o homo economicus, passou a estar desactualizada, a qual, segundo investigadores e económicos, não corresponde à realidade nem prevê o comportamento real das pessoas no contexto económico. Desta forma, consumando a evolução das teorias económicas e comportamentais, nasce assim, duas novas áreas, a neuroeconomia e a economia comportamental.

A neuroeconomia, segundo Baccarini & Caiani (2009) e Loewenstein et al., (2008), investiga os mecanismos cerebrais e biológicos das decisões e comportamentos económicos e financeiros, através da combinação de técnicas de neuroimagiologia/neurofisiologia e aplicando uma abordagem convergente entre a neurociência e a economia.

Quanto à economia comportamental, vários autores de estudo no âmbito desta área, afirmam que economia comportamental teve origens, nas décadas de 1950 e 1960. Esta área, quando surgiu, não tinha um nome concreto e muitas das vezes era chamada de economia psicológica. Contudo, passados alguns anos o termo “economia comportamental” passou a ser usado e a caracterizar esta área de estudo económico. A origem da expressão, segundo Angner e Loewenstein (2012, p. 642), foi usada pela primeira vez por Kenneth Boulding e Harold Johnson nos seus trabalhos de 1958. Mas, de acordo com Sent (2004, p. 740), o termo apareceu nas obras de vários escritores no início dos anos 1960.

Passando para o seu conceito, a economia comportamental abrange abordagens muito diferentes entre si e existe desacordo acerca de quais delas devem ou não ser incluídas na economia comportamental (Earl, 1988; Tomer, 2007), mas emerge na necessidade de disponibilizar fundamentos científicos para explicar as anomalias verificadas no comportamento económico, explicando as decisões e comportamentos através da integração dos fatores sociais, cognitivos e emocionais (Ariely, 2008; Kahneman, 2003; Camerer & Loewenstein, 2002).

Posto isto, ambos os termos surgiram para dotar a economia de conhecimentos e novas ferramentas capazes de impulsionar os estudos dos comportamentos económicos para outro nível e mais aproximado da realidade. Baseado em factos científicos, a economia comportamental, procura encontrar e identificar os motivos e justificações para certas decisões no processo de tomada de decisão/compra.

Tomar decisões faz parte do dia-a-dia do ser humano. De forma consciente e inconsciente tomamos decisões aos milhares ao longo de um período de 24 horas. Segundo vários autores, o decisor no processo de tomada de decisão passa por várias fases antes da dita compra. Esses passos são os seguintes: identificar o problema; seguidamente, reconhecer os fatos relevantes que realmente influenciam o problema; terceiro, verificar a dimensão do problema: estratégico, tático, operacional (dentro da esfera individual) e da organização ou da sociedade (na esfera de grupo); quarto, estudar possíveis alternativas; de seguida, analisar o impacto das possíveis alternativas; comprar o produto/serviço e, por último comunicar a mesma.

Saiba mais sobre a economia comportamental e todas as áreas de estudo da neuroeconomia e neurociência, no livro Psicosoma “Princípios de Neuromarketing: Neurociência Cognitiva Aplicada ao Consumo, Espaços e Design”.

 

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Bibliografia

  • Livro Psicosoma “Princípios de Neuromarketing: Neurociência Cognitiva Aplicada ao Consumo, Espaços e Design”

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