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PIEC a grande novidade!

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O mais recente livro PsicoSoma é da autora Susana Duarte, licenciada em psicologia- Ramo Clinica e da Saúde e Mestre em Psicologia- Área clínica e da Saúde pela Universidade da Beira Interior.

Muito mais do que um livro, um guia orientador com 25 sessões práticas e mais de 250 sugestões de atividades acabam por compor um protocolo inovador de apoio à estimulação cognitiva que dá oportunidade aos seus leitores/ utilizadores de aplicar, em exercícios práticos e concretos, novas técnicas e ferramentas, quer físicas quer digitais, que melhorem o trabalho na estimulação cognitiva em geriatria.

3DPIECSegundo a autora, Susana Duarte, “o objetivo primordial deste livro é de trabalhar várias áreas do cérebro no sentido de promover na pessoa uma melhoria da qualidade de vida e na sua autonomia”. Em simultâneo pretende-se trabalhar a inteligência emocional, autoestima, a autoeficácia e promover um sentimento de realização pessoal e bem-estar emocional. Destina-se a adultos com idades a partir dos 30 anos, que devido a alguma problemática ficaram com a função cognitiva afetada, independentemente do grau de escolaridade.

Foi desenvolvido para ser aplicado sobretudo em Unidades de Cuidados Continuados integrados (Convalescença Média e Longa duração) e Residências Sénior.

Assim, este livro é direcionado para profissionais como psicólogos, técnicos e terapeutas, trabalharem vários processos cognitivos como a Memória, a Linguagem, o Cálculo, as Habilidades Visuoespaciais, a Orientação, o Raciocínio Lógico, a Criatividade, a Atenção/ Concentração, as Emoções, os Sentidos, a Perceção, as Praxias e por fim Inteligência Emocional através da presença de diversos planos de sessão, materiais digitais diversos, manual de estimulação cognitiva para cuidadores, folha de registo, sessões de relaxamento.

Poderá comprar o livro em https://psicosoma.pt/editora/piec-protocolo-individual-de-estimulacao-cognitiva

 

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Felicidade é um bailado…

Felicidade é um bailado… 400 225 psicosoma

“Um especialista em neurociência e psicologia defendeu hoje que o conhecimento das características de cada pessoa e daquilo que a motiva contribui para aumentar a produtividade no emprego e o desempenho em grupo, melhorando a capacidade de inovação.

“Se conseguirmos, dentro de um processo de trabalho, perceber os mecanismos de motivação neuronal, que são os mesmos da recompensa, conhecermo-nos e perceber como podemos potenciar o nosso bem estar do ponto de vista emocional ou neurobiológico, vamos ter muito mais capacidade de trabalho, de integração em grupo e social, e de produzir coisas novas”, disse à agência Lusa Fernando Rodrigues, professor no Instituto Politécnico de Leiria.
O psicólogo clínico e investigador participa em vários estudos internacionais relacionados com a felicidade, nos relacionamentos amorosos, na integração social ou no trabalho, baseados no autoconhecimento como ponto de partida para identificar as motivações e as áreas de maior potencial, para melhorar os níveis realização pessoal e de bem estar.

A propósito da realização do seminário “A Neurobiologia da Felicidade Aplicada à Produtividade”, na sexta-feira, em Lisboa, Fernando Rodrigues realçou a importância de aplicar alguns princípios científicos para melhorar o desempenho através do estímulo de emoções, e aumentar os níveis de felicidade e a motivação.

Sendo a felicidade uma combinação de substâncias que existem endogenamente no organismo, a neurobiologia pode dar uma ajuda no objetivo comum a todos: ser feliz.

“Quando estamos deprimidos, temos menos níveis de serotonina, quando estamos mais ansiosos e mais eufóricos ou em delírio eufórico, por exemplo, sob o efeito do consumo de drogas, há excesso de serotonina e dopamina, de facto [a felicidade] tem tudo a ver com a neurobiologia”, defendeu o investigador.

“Não podemos estar felizes, se não tivermos mecanismos neurobiológicos para poder estar e, por vezes, em tom de brincadeira digo que a felicidade é um bailado de neurotransmissores” em que é importante ter “a quantidade óptima”, acrescentou.

E transmitiu um conselho. “Podemos fazer todos os dias, cinco minutos, 10 minutos, uma hora” de auto reflexão, de reflexão crítica interna e de crítica externa. “É fundamental na vida e não temos de ser críticos para falar mal, temos de ser críticos para fazer bem”, insistiu.

O objetivo último é ser feliz, mas não esquecendo que “a felicidade não é um caminho unidirecional, é um processo e cada um pode ter momentos felizes e ter uma vida feliz se a soma desses momentos for superior àquela dos momentos” menos positivos, especificou o investigador que também leciona em universidades do México e do Brasil.”

Artigo de Fernando Rodrigues – CEO PsicoSoma para a Lusa (2016)

FONTE: LUSA

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Emoções Sociais…

Emoções Sociais… 890 593 psicosoma

A natureza social é uma das principais características da espécie humana, assumindo-se mesmo como um aspeto fulcral na sobrevivência e na reprodução do ser humano. À semelhança do que sucede com vários animais que manifestam, em menor ou maior grau, comportamentos sociais, o cérebro humano reinventou-se e desenvolveu mecanismos dedicados à socialização e respetivas componentes que é comprovada pela existência do neocórtex (a camada do cérebro mais recente de uma perspetiva evolutiva), uma extensa camada cortical que surgiu como resposta às exigências da vida em grupo e sociedade que o Homem enfrentou ao longo da sua história.

Em oposição às emoções básicas que requerem a consciência do próprio estado somático e da forma como as emoções se manifestam no corpo, as emoções sociais, por sua vez, requerem atividade cognitiva através da representação de estados mentais de outras pessoas(Bernett et al., 2009). É por este motivo que as emoções sociais acabam por estar intimamente associadas ao conceito de cognição social, mais concretamente de empatia através da capacidade de um indivíduo imaginar e reproduzir mentalmente os estados emocionais de terceiros (Wainryb et al., 1998). Zahn-Waxler & Robinson, (1995) e Spitek et al., (1990) destacam que apenas aos 7 anos de idade, o desenvolvimento do cerebral e mental do indivíduo possibilita a descrição de situações em que as emoções sociais podem ser experienciadas.

Damásio (2010) define as emoções sociais “como estados mais discriminativos e complexos, sendo um conjunto de sentimentos mais subjetivos, incluindo emoções como a pena, a vergonha, o embaraço, a culpa, o orgulho, a inveja, a gratidão, a admiração, a indignação e o desprezo. Surgem do resultado de um relacionamento entre um comportamento e um significado emocional, que pode ser apropriado num determinado contexto, mas ilógico noutro.”

Damásio (2010) afirma que existem quatro grandes grupos de emoções sociais:

1. Indignação moral: o outro indivíduo violou normas de conduta em que a consequência é a punição e o reforçar de regras e convenções sociais. A base fisiológica para esta emoção são o nojo e a raiva;

2. Embaraço, vergonha, culpa: dá-se o reconhecimento de uma violação do comportamento executado pelo próprio indivíduo, e o resultado é o evitar de uma punição por parte dos outros, incluindo o isolamento ou o ridículo. Estas emoções visam restaurar o equilíbrio do self e o reparar do equilíbrio em relação ao grupo, bem como reforçar as regras e convenções sociais. A base fisiológica são o medo ou a tristeza;

3. Simpatia, compaixão: há um reconhecimento automático do sofrimento do outro indivíduo e a consequência é o conforto e o restauro do equilíbrio do outro indivíduo, sendo a tristeza a sua raiz;

4. Espanto (no sentido da maravilha): está relacionado com o reconhecer de que alguém teve uma contribuição notável para a cooperação, conduzindo a um reforço da tendência para o altruísmo e para a rejeição do egoísmo, sendo que a base desta emoção encontra-se na alegria.

©PsicoSoma 2016

Pode ainda encontrar mais no mais recente livro
“Princípios de Neuromarketing: Neurociência Cognitiva Aplicada ao Consumo, Espaços e Design” (Rodrigues et al., 2015) em http://loja.psicosoma.pt/produtos/1367/princpios-de-neuromarketing-neurocincia-cognitiva-aplicada-ao-consumo-espaos-e-design

Referências bibliográficas

Bernett, S., Bird, G., Moll, J., Frith, C. & Blakemore, S. J. (2009). Development during Adolescence of the Neural Processing of Social Emotion. Journal of Cognitive Neuroscience, 21, 9;
Damásio, A. (2010). O Livro da Consciência: A Construção do Cérebro Consciente. Círculo de Leitores;
Wainryb, C., Shaw, L. A., & Maianu, C. (1998). Tolerance and intolerance: Children’s and adolescents’ judgments of dissenting beliefs, speech, persons, and conduct. Child Development, 69(6), 1541−1555;
Zahn-Waxler, C. & Robinson, J. (1995). Empathy and guilt: early origins of feelings of responsibility. In Self-Conscious Emotions. Tangney, J. P. & Fischer, K. W. New York, Guilford;

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Neuro Criatividade

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Criatividade pode ser definida como a habilidade mental de produzir algo que é novo (original e inesperado) e que é passível de ser aplicado e usado para resolução de problemas (Steinberg & Lubart, 1995). Pode ser também o processo de trazer à consciência algo que estava escondido, capaz de produzir algo novo que soluciona problemas antigos (May, 2011). Ou ainda, um processo de transformação, troca, desenho, descoberta, invenção e produção de algo novo. é desafiar a mente e ter coragem contra nós próprios (Catalão, 2012). A criatividade diz respeito a habilidades como fluência,  flexibilidade, originalidade e pensamento divergente, aplicadas a um processo de invenção sobre algo diferente e nunca tentado. É a forma de criar algo inesperado para algo que já existia ou não (Craft, 2005).

É um facto que existem pessoas que exibem níveis de criatividade maiores que outras. No entanto, a criatividade é algo inerente a qualquer ser humano e não apenas aos artistas. Até porque, segundo Gardner (1993) e Ayan (1997) todas as pessoas nascem criativas, sendo que o pico de criatividade ocorre durante a infância e, à medida as pessoas vão crescendo, a influência dos limites e das regras que são assimiladas pela educação e impostas pela sociedade, acabam por inibir o potencial criativo de tal forma que, quando se atinge os 25 anos de idade, o ser humano, por norma, apenas possui 2% da sua criatividade original (contrastando com os 90% na fase dos 5/6 anos de idade).

Roger Sperry (1981) (Roger Walcot Sperry foi galardoado com um prémio Nobel devido ao seu trabalho sobre as diferentes funções dos hemisférios cerebrais – 1981), ganhou notoriedade pelo seu trabalho que ficou conhecido como “Left Brain, Right Brain Dominance Theory”. De acordo com esta teoria, cada hemisfério cerebral controlaria diferentes tipos de pensamento e funções específicas. Em neurociência, esta teoria foi desenvolvida com base na lateralização das funções cerebrais. Sperry, ao estudar os efeitos da epilepsia, constatou que ao cortar o corpo caloso (estrutura que liga ambos os hemisférios) verificou que as convulsões podiam ser reduzidas ou eliminadas (baseado nos estudos de lobotomia de Egas Moniz). No entanto, os pacientes também experimentaram outros sintomas após o corte do corpo caloso: muitos pacientes eram incapazes de nomear objetos processados pelo hemisfério direito do cérebro mas eram capazes de nomear objetos processados pelo hemisfério esquerdo e, com base nestas observações, Sperry sugeriu que a linguagem era controlada pelo hemisfério esquerdo do cérebro humano.

Com base em pesquisas complementares, a Left Brain, Right Brain Dominance Theory indica que algumas capacidades como o reconhecimento de faces, a expressão de emoções, a leitura de emoções, a música, a cor, as imagens, a intuição ou a criatividade estão associadas ao hemisfério direito enquanto que a linguagem, o pensamento lógico e crítico, o raciocínio e o cálculo matemático são funções inputadas ao hemisfério esquerdo.

Lehrer (2012) também fornece argumentos que suportam a teoria inicialmente prevista pelo neuropsicólogo Roger Sperry, ao remeter para experiências realizadas com técnicas de neuroimagiologia, nas quais, o hemisfério direito se destacava na resolução de quebra-cabeças criativos, uma vez que o lado direito do cérebro apresenta melhor capacidade para vislumbrar ligações ocultas e associar ideias opostas, incongruentes e remotas.

Contudo, Aziz-Zadeh et al., (2012) descobriram que o processo criativo também é suportado e acompanhado por atividade cerebral no hemisfério esquerdo, nomeadamente no córtex parietal posterior, no córtex pré-motor, no córtex pré-frontal dorsolateral e no córtex pré-frontal medial.

Apesar de todas as evidências neurocientíficas relatadas anteriormente, um dos motivos que pode explicar o porquê de apenas uma minoria da população mundial ser criativa reside no facto de o cérebro estar naturalmente programado para poupar energia. É por essa razão que é frequente afirmar que sair da “zona de conforto”, “procurar novos estímulos” ou “estar em contacto com novas realidades” favorecem a criatividade.

Dietrich (2004) afirma que o córtex pré-frontal tem um contributo decisivo para a integração de experiências conscientes o que permite a combinação de informações o que favorece a criação de novas ideias, porém a busca sucessiva de criatividade, também pode aumentar a propensão de patologias como a esquizofrenia.

Heilman et al., (2003) sugerem que as pessoas altamente criativas se distinguem das restantes em três níveis:

  • Têm um elevado nível de conhecimento especializado;
  • Têm capacidade para recorrer ao pensamento divergente, mediado no lobo frontal;
  • Possuem mecanismos mais e eficazes de modulação de neurotransmissores no lobo frontal.

Em 2005, Alice Flaherty elaborou o modelo dos três fatores que induzem a criatividade com base em investigações através de técnicas de imagiologia cerebral, análise de lesões cerebrais e testes efetuados em pacientes com vícios. Desta forma, Flaherty (2005) descreveu o processo criativo como o resultado da interação entre os lobos frontais, os lobos temporais e os níveis de dopamina no sistema límbico. Os lobos frontais são responsáveis pela geração de ideias enquanto que os lobos temporais trabalham, atualizam e avaliam essas ideias. Flaherty (2005) constatou que anomalias ou lesões no lobo frontal (como a depressão ou a ansiedade) diminuem drasticamente os níveis criativos e os elevados níveis de dopamina aumentam o arousal (“excitação”) e os comportamentos direcionados para objetivos, reduzindo a inibição latente enquanto que elevada atividade no lobo frontal, por norma, inibe o lobo temporal e vice- versa. Segundo Flaherty (2005), estes três fatores conjugados são fundamentais para a produção de ideias.

As últimas descobertas da neurociência sugerem que a criatividade não depende única e exclusivamente de uma região ou de um hemisfério do cérebro. Em vez disso, todo o processo criativo consiste na interação de várias estruturas cerebrais em ambos os hemisférios e da coordenação de vários processos cognitivos e afetivos.
De acordo com Kaufman (2013), três redes cerebrais de grande escala são necessárias para uma compreensão holística da neurociência da criatividade:

Rede cerebral do controlo atencional: a rede de controlo da atenção é recrutada quando uma tarefa requer que o foco atencional esteja altamente direcionado para um elemento dessa tarefa. Esta rede está ativa as pessoas estão concentradas num desafio, estão envolvidas na solução de um problema complexo ou quando se encontram num nível de raciocínio que consome elevadas quantidades de energia. A arquitetura neural envolve a comunicação e ciente e confiável entre as regiões lateral (externo) do córtex pré-frontal e a parte traseira (posterior) do lobo parietal.
Rede cerebral da imaginação: está envolvida na “construção” de simulações mentais dinâmicas baseadas nas experiências pessoais do passado, como as utilizadas durante as recordações, imaginação do futuro, e também ao imaginar perspetivas alternativas e cenários para situações do presente. A rede da imaginação também está envolvida na cognição social. Por exemplo, quando estamos a imaginar o que alguém está a pensar, esta rede do cérebro está ativa. A rede da imaginação envolve áreas profundas dentro do córtex pré-frontal e do lobo temporal (região medial), juntamente com a comunicação com várias regiões externas e internas do córtex parietal.

Rede cerebral da flexibilidade atencional: A rede da flexibilidade atencional monitoriza constantemente os eventos externos e o fluxo interno de consciência  exível e reencaminha essa informação para a rede de controlo atencional ou para a rede da imaginação, dependendo do quão importante é essa informação para a execução da tarefa. Esta rede consiste no córtex cingulado dorsal anterior e na ínsula anterior e é importante para a mudança dinâmica entre o controlo da atenção e da rede de imaginação.

©PsicoSoma 2016

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“Princípios de Neuromarketing: Neurociência Cognitiva Aplicada ao Consumo, Espaços e Design” (Rodrigues et al., 2015) em http://loja.psicosoma.pt/produtos/1367/princpios-de-neuromarketing-neurocincia-cognitiva-aplicada-ao-consumo-espaos-e-design

Referências bibliográficas

Cacioppo, J.T & Gardner, W.L (1999). Emotion. Annual Review of Psychology, 191
Hellman, A. (2009). Joel DesGrippes and Marc Gobé: on the emotional brand experience. Rockport Publishers;
Knutson, B., Taylor, J., Kaufman, M., Peterson, R. & Glover, G. (2005). Distributed Neural Representation of Expected Value. The Journal of Neuroscience, 25, 19, 4806-4812;
Pinkley, R. & Northcraft, G. (1994). Con ict frames of reference: implications for dispute processes and outcomes. Academy of Management Journal, 37(1), 193- 205;
Southren AL, Gordon GG, Tochimoto S, Pinzon G, Lane DR, Stypulkowski W. (May 1967). “Mean plasma concentration, metabolic clearance and basal plasma production rates of testosterone in normal young men and women using a constant infusion procedure: e ect of time of day and plasma concentration on the metabolic clearance rate of testosterone”. J. Clin. Endocrinol. Metab. 27 (5): 686–94. DOI:10.1210/jcem-27-5-686. PMID 6025472.

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