Tendências em Formação para 2020

ARTIGO (1)

Tendências em Formação para 2020

Tendências em Formação para 2020 800 800 Julien Diogo

A constante evolução tecnológica continua a trazer mudanças significativas na área da educação e formação, lançando sempre novos desafios aos formadores que precisam acompanhar as tendências de forma a cativar os formandos, tornando a formação/ aprendizagem numa experiência dinâmica, criativa, simples e enriquecedora.

As tendências mais populares são definidas de acordo com base em dados quantitativos, que são mensurados através das pesquisas feitas pelos utilizadores nos motores de busca, assim como nas redes sociais.

Segundo o site “eLearning Learning” e artigos como o “2019/2020 Learning Trends” publicado no site “bottom line performance”, “6 Popular Trends in ELearning” do “learndash” e ainda “The Future of Workplace Learning: Top Trends and Predictions for 2019-2020“ do “indecommdigital”, estas são algumas das futuras tendências em educação e formação para 2020.

Microlearning

A tendência do microlearning consiste em transmitir pequenas doses de conhecimento que incluem pequenos vídeos (3-4 minutos). Este método de ensino utiliza uma linguagem simples e de fácil compreensão. Três das vantagens do microlearnig são: os conteúdos pequenos, a economia de tempo e a fácil manutenção. Uma das vantagens para o formando é que este é um método rápido, acessível e personalizado.

Gamification

Gamification, o conceito que torna o processo de aprendizagem numa experiência de gaming. Esta é uma tendência que se define como sendo uma estratégia de interação, que pode e deve ser utilizada no contexto de formação. Consiste em definir tarefas e oferecer incentivos/recompensas (virtuais ou físicos) na realização das mesmas. Além de ser uma tendência que tem um grande potencial de crescimento, potencia a criatividade, a cooperação a a competitividade (saudável) entre formandos (ou colaboradores, no caso de empresas). Quando o cérebro sabe que vai receber uma recompensa liberta dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer, que tem como objetivo ativar os circuitos de recompensa do cérebro. Atualmente, já existem plataformas (como a Gametize) que permitem criar jogos de forma grátis. Empresas como a Altran, a Bee Engineering, a NovaBase ou a SDG já aplicam gamification na sua estratégia de engajamento para com os colaboradores e clientes. O McDonald’s também utiliza esta estratégia como forma de treino dos seus colaboradores, neste caso em específico criar um jogo em que, o colaborador tem quem montar o hambúrguer perfeito, no fim é dada uma pontuação e dicas acerca de aspetos que podem melhorar.

Chatbot

Dentro da inteligência virtual, temos a tendência do chatbot, que na aprendizagem consiste numa espécie de assistente virtual que comunica e interage através de mensagens de texto automáticas. O chatbot mais indicado no contexto de aprendizagem é aquele que possui inteligência artificial , onde o software regista as palavras que estão a ser escritas e dá respostas com sugestões que vão de encontro ao tema em questão. Este serviço automático pode ser utilizado nas plataformas e-learning/b-learning, sendo uma forma rápida de responder a questões mais generalizadas que os formandos possam ter, como por exemplo, em relação ao funcionamento da mesma.

Video Learning

Esta tendência veio para ficar, até porque estudos comprovam que os formandos têm uma maior tendência para reterem informação que vêem em vídeos em comparação com conteúdo que seja em texto. Não estamos a falar de vídeos longos, mas sim de vídeos de curta duração (2-3 minutos), onde o facilitador consiga mostrar o seu entusiasmo e presença, de forma a conseguir captar a atenção e despertar no formando a ‘paixão’ e o interesse pelo tema. Uma estratégia muito utilizada no video learning é o storytelling que pode ser feito através de estudos de caso. Numa geração que consome muitos vídeos online com o tipo de conteúdo mais variado, o video learning acaba por ser uma tendência que agrega os avanços tecnológicos aos processos educacionais.

Soft Skills

Soft Skills são competências comportamentais, são aquilo que chamamos traços da personalidade, aptidões pessoais, capacidades sociais ou requisitos comuns, que cada vez mais vão tendo uma maior relevância e que incluem competências como: capacidade de comunicação, de escuta, empatia, pensamento critico, motivação, atitude, criatividade, entre outras. Ao contrário das Hard Skills, que estão relacionadas com as competências técnicas, as Soft Skills rodam em torno das emoções e da intuição. Estas são capacidades cada vez mais importantes porque conseguem criar um grande impacto no ambiente de trabalho.

Talvez por vivermos numa sociedade muito ligada à tecnologia, as soft skills são uma tendência de futuro, tornando as “qualidades humanas” cada vez mais valorizadas por parte das empresas.

Referências Bibliográficas 

https://www.pageuppeople.com/resource/top-11-learning-trends-for-2019/ https://www.teachthought.com/the-future-of-learning/most-popular-trends-in-education/ https://indecommdigital.com/insight/the-future-of-workplace-learning-top-trends-and- predictions-for-2019-2020/ https://insights.learnlight.com/en/articles/top-10-2019-training-trends/

Deixe uma resposta